Acompanhe nossas redes sociais

Guia definitivo sobre alimentação orgânica: mais saúde e sustentabilidade para o mundo

Os alimentos orgânicos, ricos em benefícios para as pessoas e para o meio ambiente, vêm conquistando seu espaço em feiras, supermercados, lojas e restaurantes ligados a questões de sustentabilidade. Mas você sabe por que escolher esses produtos leva a uma transformação positiva do planeta e da sociedade? Confira nosso guia sobre alimentação orgânica e entenda tudo sobre essa opção de consumo nutritiva e consciente.

O que é a alimentação orgânica?

A preocupação com a saúde humana e ambiental envolve todo o processo de produção e consumo dos alimentos orgânicos, desde o cultivo da terra ao preparo das refeições. Além de não utilizar agrotóxicos, transgênicos, fertilizantes sintéticos, hormônios e antibióticos, a produção orgânica está relacionada a práticas ambientais e socialmente responsáveis.

Em outras palavras, ela visa otimizar o uso dos recursos naturais, sem agredir a natureza, sempre respeitando os trabalhadores envolvidos em todo o processo. Com isso, a produção de alimentos torna-se mais sustentável quando comparada às práticas agropecuárias comuns.

É válido lembrar que, embora muitos pensem que a alimentação orgânica se resume apenas a verduras, frutas e legumes, hoje existem opções de carnes e industrializados orgânicos, como biscoitos, doces, massas, queijos, molhos e bebidas.

Para checar se um produto é realmente orgânico, observe a embalagem. No Brasil, esses itens possuem um selo de certificação fornecido pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), pertencente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O selo é concedido mediante auditoria e, para obtê-lo, é preciso atender a todos os princípios da Lei no 10.831/ 2003.

Orgânicos X não-orgânicos

Diferença na produção

Enquanto a produção agrícola tradicional utiliza uma série de produtos químicos para preparar o solo, acelerar o desenvolvimento do alimento e protegê-lo de pragas, a produção orgânica respeita os recursos naturais (solo, água e ar).

Diversas pesquisas apontam os perigos do excesso de agrotóxicos não apenas para os consumidores de produtos que contêm essas substâncias, mas também para os trabalhadores em contato direto e pessoas que muitas vezes nem sabem que estão sendo atingidas, já que os resíduos dessas substâncias penetram no solo e chegam aos lençóis freáticos, contaminando a água que vai para os rios e lagos.

Para produzir alimentos saudáveis de forma a não impactar negativamente o meio ambiente e prejudicar as gerações atuais ou futuras, são utilizados outros recursos. Dentre eles, o rodízio de culturas (a monocultura tradicional é um dos vilões que levam ao empobrecimento e erosão do solo), adubo orgânico e controle de pragas por meio de medidas preventivas e produtos naturais. Deste modo, o plantio orgânico promove a sustentabilidade, melhora a biodiversidade local, minimiza o efeito estufa e o aquecimento global e reduz a poluição da água, do ar e do solo.

A produção de carnes orgânicas também ocorre baseada no respeito ao animal e ao meio ambiente de forma geral. Nesse processo não são utilizados hormônios, antibióticos e os animais se alimentam de pasto sem agrotóxicos. Além disso, são tratados com medicamentos fitoterápicos e homeopáticos. Espaços minúsculos onde bois, galinhas e porcos ficam confinados, não são utilizados nesse método.

Quanto aos alimentos orgânicos industriais, a diferença está na composição, já que, apesar de processados, contam apenas com ingredientes orgânicos em sua formulação.

Os perigos do veneno no prato

O Brasil lidera o ranking dos países que mais consomem agrotóxico no mundo atualmente. E os malefícios de tantos produtos químicos não param no cultivo dos alimentos, já que eles chegam até o prato de milhões de pessoas diariamente.

Em 1962, Rachel Carson, autora do livro “Primavera Silenciosa” – obra que fortaleceu o movimento ambientalista – já apresentava os efeitos negativos dos agrotóxicos e pesticidas na saúde da população. Embora décadas tenham se passado, os perigos ainda continuam.

Diversos estudos mostram que os resíduos dessas substâncias no organismo podem provocar reações alérgicas e respiratórias, problemas hormonais ou neurológicos e até levar ao desenvolvimento de células cancerígenas. Segundo dados do projeto Organicsnet, iniciativa da Sociedade Nacional de Agricultura, as crianças são as mais suscetíveis aos efeitos desses compostos, já que a proporção da ingestão é maior em relação a seu peso, e também podem estar expostas a eles via leite materno.

Transforme seu consumo: os primeiros passos para incluir orgânicos na dieta

Se você está se perguntando se aderir à alimentação saudável com orgânicos é difícil, saiba que hoje, diversos fatores têm facilitado o acesso a esses produtos. Veja nossas dicas e comece a incluir esses alimentos na dieta:

  • Produtos orgânicos costumam estar disponíveis em grandes redes de supermercado, porém, comprar direto do pequeno produtor em feiras é uma boa forma de pagar menos pelo produto e, ao mesmo tempo, contribuir com a agricultura familiar.
  • Comece aos poucos: se questões financeiras ou de disponibilidade em sua região ainda dificultam a substituição dos produtos comuns por orgânicos, experimente trocar primeiro os mais contaminados. Morango, pimentão, cenoura, maçã, alface, batata, uva e laranja estão entre os itens com mais agrotóxico, por isso, optar pela versão orgânica desses alimentos é altamente recomendado.
  • Uma vez que crianças são mais afetadas pelos composto químicos, substitua pelo menos as frutas, verduras e legumes dos pequenos por orgânicos e, posteriormente, torne isso um hábito de toda a família.
  • Ao almoçar ou jantar fora de casa, escolha restaurantes e lanchonetes com foco em sustentabilidade, que ofereçam opções de alimentos orgânicos. Isso não significa comer apenas salada nos passeios, já que há refrigerantes, pizzas, bolos, pães e muitas outras opções em versão orgânica.
  • Faça uma horta em casa. Encontre um ambiente com boa iluminação, escolha as espécies a serem plantadas, fortaleça-as com adubo orgânico e comece a cozinhar com ingredientes cultivados por você. Mesmo em apartamentos é possível aderir à ideia, colocando as mudas em um jardim vertical em uma das paredes da varanda, por exemplo. Mas atenção: no caso das hortaliças, cultive apenas 2 espécies semelhantes no mesmo vaso, já que assim a necessidade de luz, água e terra será comum a ambas.
  • Caso seja difícil substituir os orgânicos em todas as refeições, é importante higienizar corretamente os alimentos não-orgânicos antes do consumo. Colocar o produto por 15 minutos em uma solução com 1 litro de água e 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% é uma alternativa. Após a imersão do alimento, é preciso lavá-lo em água corrente.

Quanto mais orgânicos, melhor

O consumo de orgânicos ainda enfrenta objeções devido a fatores como disponibilidade, preço e falta de informação da maior parte da população. Porém, quanto mais as pessoas consumirem esses produtos, mais o cultivo em pequena escala vai se desenvolver e mais produtores se interessarão por esse nicho do mercado.

Como consequência, a oferta desses alimentos será maior e mais acessível, possibilitando que todos façam a melhor escolha e contribuam, na prática, com atitudes mais sustentáveis.

Ligada à causa da alimentação saudável e da sustentabilidade, a Pizza Me já está fazendo sua parte. Desde o dia 1o de fevereiro deste ano, toda semana tem feira orgânica em frente ao estabelecimento, em Campinas – SP.

A iniciativa acontece a partir das 18h30 e, no local é possível comprar frutas, verduras e legumes orgânicos certificados, direto do produtor. Quer conhecer e apoiar essa causa? Anote o endereço: Av. Coronel Silva Teles, 60, Cambuí . As datas das feiras são divulgadas nas nossas redes sociais.

Quer receber mais dicas sobre vida saudável e sustentabilidade? Assine nossa newsletter, siga a Pizza Me nas redes sociais e fique por dentro das novidades!